Aneurisma de artéria esplênica: tratamento endovascular, laparoscópico ou cirurgia aberta?

Wendy do Carmo Aguiar, Ciro Carneiro Medeiros, Christian Bornia Mattavelli, Igor Arantes de Oliveira Goes, Lívia Maria Pacelli Marcon, Mariana Gonçalves Ferreira, Marina Fanelli Luchiari Milani, Monique Raquel Barbosa de Queiroz Fonseca

Resumo


Introdução: Os aneurismas de artéria esplênica são uma patologia rara e com alto grau de fatalidade. São considerados como o terceiro aneurisma mais comum, a seguir dos aneurismas de aorta e artéria ilíaca. A incidência em mulheres é quatro vezes superior quando comparada aos homens, e geralmente, são diagnosticados de forma incidental ou sintomática. Objetivo: Realizar uma revisão narrativa buscando sintetizar a epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico e as opções de tratamento dos aneurismas de artéria esplênica. Método: Para a seleção dos artigos, foi utilizada a base de dados PUBMED, Scielo e Uptodate, conforme a estratégia de busca: "Splenic artery aneurysm" OR "Visceral aneurysms" AND (“treatment” OR “diagnosis”). Resultados: A incidência é maior em mulheres (mulheres: homens 4:1), na sexta década de vida, com até 80% em paciente maiores que 50 anos. Os aneurismas verdadeiros de artéria esplênica, geralmente estão relacionados a condição de aumento de fluxo, assim como ocorrem principalmente no período gestacional (principalmente em multíparas), em fistulas arteriovenosas, malformação e hipertensão portal. Devido a maior acessibilidade aos exames de imagem, o diagnóstico, apesar de na maioria ser incidental, tem sido precoce, favorecendo assim, em uma intervenção terapêutica eletiva, diminuindo de forma considerável a mortalidade por complicações como a rotura. Considerações: Apesar dos aneurismas de artéria esplênica serem uma patologia rara e potencialmente fatal, seu diagnóstico costuma ser acidental e algumas vezes tardio quando sintomáticos. Devido aos avanços tecnológicos, a preferência de tratamento é pela abordagem endovascular já que esta garante baixa mortalidade e menor morbidade no curto prazo.

Palavras-chave


Aneurismas viscerais; Aneurisma de artéria esplênica; Tratamento de aneurisma.

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