Utilização de imiquimode para neoplasia intraepitelial vaginal: relato de caso

Mariana Coeli Torres, Attilio Brisighelli Neto

Resumo


Introdução: O câncer vaginal, responsável por algo em torno de 3% de todas as malignidades ginecológicas, costuma estar associado à infecção pelo papilomavírus humano (HPV), e a condição parece desenvolver-se a partir de uma lesão epitelial pré-cancerosa denominada neoplasia intraepitelial vaginal (NIVA). A estratégia de tratamento mais adequada para a NIVA ainda não foi estabelecida. Contudo, diversos estudos já relataram sucesso com a utilização do imiquimode no tratamento da NIVA. Objetivo: Relatar um caso de utilização de imiquimode para tratamento de NIVA realizado em nosso Serviço. Método: Trata-se de um relato de caso único atendido no Serviço de Ginecologia e Obstetrícia (SGO) do Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus – HUSF, localizado na cidade de Bragança Paulista, SP. A paciente em questão autorizou a utilização dos dados contidos em seu prontuário por meio da assinatura de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Nenhuma informação que permita a identificação do paciente foi divulgada. Relato do Caso: Tratou-se de uma paciente de 41 anos, portadora do HIV e com múltiplos resultados de alterações citopatológicas no colo uterino. A paciente foi posteriormente diagnosticada com NIVA III, e iniciou tratamento com o fármaco imiquimode, resultando na diminuição do grau de NIVA, que foi reduzido de III para I em 16 semanas. Conclusão: O imiquimode, em nosso relato, se mostrou eficiente na remissão do grau de NIVA.

Palavras-chave


Ginecologia, Neoplasia Intraepitelial, Vagina, Diagnóstico, Tratamento, Imiquimode

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