Análise da reorganização de processos no atendimento de pacientes suspeitos de covid-19 em um pronto atendimento especializado em otorrinolaringologia e oftalmologia
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Palavras-chave

SARS-CoV-2
COVID-19
Otorrinolaringologia
Oftalmologia
Planos de Contingência

Como Citar

Mendonça, S. L. de, & Barbosa, A. P. (2022). Análise da reorganização de processos no atendimento de pacientes suspeitos de covid-19 em um pronto atendimento especializado em otorrinolaringologia e oftalmologia. International Journal of Health Management Review, 8(1). https://doi.org/10.37497/ijhmreview.v8i1.303

Resumo

Em dezembro de 2019 surgia uma nova infecção, de etiologia desconhecida e assustadoramente contagiosa, causada pelo vírus SARS-CoV-2. Diante deste cenário, otorrinolaringologistas e oftalmologistas apresentam alto risco de contágio e disseminação, pois realizam procedimentos em contato direto com mucosas que geram aerossóis e gotículas. Possíveis manifestações da COVID-19, como alterações das vias aéreas superiores, perda do olfato e paladar, além de alterações oculares, induzem os indivíduos suspeitos a procurarem estes serviços. Há ainda, pacientes assintomáticos que buscam atendimento, devido a queixas relacionada às especialidades, levando profissionais da saúde à exposição ocupacional. Assim, a Organização Mundial de Saúde (OMS), ressalta a necessidade da reorganização nos estabelecimentos de saúde, como a criação de serviços de triagem, o uso de EPIs e treinamento dos profissionais de saúde.

Este estudo se propôs a identificar mudanças do pronto atendimento especializado em otorrinolaringologia e oftalmologia, na reavaliação e criação de novos processos com intuito em demonstrar a competência na prática do trabalho. Para tal, conduziu-se um estudo de caso único, com abordagem qualitativa e descritivo, guiado por entrevistas semiestruturadas com 21 profissionais da saúde, além de análise de documentos internos e de um vídeo institucional.

Como resultados, foram selecionados 255 trechos de narrativas, vinculadas a 21 códigos, agrupados em 7 categorias. O estudo permitiu identificar combinações de evidências relacionadas aos fluxos de pacientes suspeitos, mudanças estruturais, treinamento, dimensionamento e utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), considerados essenciais para redução da transmissão nosocomial.

https://doi.org/10.37497/ijhmreview.v8i1.303
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