Fraturas De Fêmur Proximal: Incidência Antes E Durante A Pandemia De Covid-19
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Palavras-chave

COVID-19
Ortopedia
Trauma
Idoso

Como Citar

Bertholini, T. H. A. ., Prado, J. E. S. ., Moreira, M. F. ., & Guedes, D. N. . (2022). Fraturas De Fêmur Proximal: Incidência Antes E Durante A Pandemia De Covid-19. International Journal of Health Management Review, 8(2), e0320. https://doi.org/10.37497/ijhmreview.v8i2.320

Resumo

Introdução: A fratura do fêmur proximal é uma causa comum e importante de mortalidade e perda funcional. A incidência deste tipo de fratura aumenta com a idade, devido principalmente ao aumento do número de quedas associado a uma maior prevalência de osteoporose. É mais comumente relacionada com idosos moradores nas áreas urbanas, de sexo feminino e institucionalizados. A fratura do fêmur proximal pode ser intracapsular ou extracapsular. No primeiro tipo estão as fraturas do colo femoral, e no segundo, as fraturas transtrocanterianas, sendo que ambas decorrem de traumas de baixa energia, como quedas. O tratamento da maioria destas fraturas é cirúrgico, visando a redução e fixação estável da fratura, utilizando os mais variados métodos de osteossíntese ou artroplastia, especialmente no caso de fraturas do colo femoral com desvio.

Objetivo: Avaliar a incidência de fraturas de fêmur proximal antes e durante a pandemia de COVID-19.

Método: Trata-se de um estudo retrospectivo, com revisão sistemática de dados referentes ao número de procedimentos cirúrgicos de fratura de fêmur proximal nos anos de 2019 a 2021, correspondendo ao período antes e durante a pandemia da COVID-19, e demonstrar sua incidência e necessidade de atendimento, em um hospital particular do interior do estado de São Paulo.

Resultados: No período de estudo foram realizados 1.203 procedimentos. Foi possível notar o aumento gradativo dos casos durante os anos de pandemia, e um alto índice de fraturas de fêmur proximal em mulheres, chegando em 2022 a uma diferença de 62% em relação ao sexo masculino. A taxa de mortalidade durante a internação hospitalar foi de 2,39% em 2019, 2,78% em 2021, e 2,83% em 2022. Os fatores correlacionados positivamente com a mortalidade, indicados com maior frequência, foram a idade avançada, presença de doenças associadas, deficiência cognitiva importante e sexo feminino.

Conclusão: A literatura recente, mesmo inserida no contexto de uma pandemia e de suas restrições, identificou quatro grandes fatores relacionados diretamente com a mortalidade nas fraturas do fêmur proximal do idoso, sendo eles a idade avançada do paciente, a presença de doenças associadas, o sexo feminino e a existência de deficiências cognitivas.

https://doi.org/10.37497/ijhmreview.v8i2.320
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Referências

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