Diagnóstico diferencial e atualização em relação ao tratamento da leucemia mieloide crônica: revisão da literatura especializada

Mateus Henrique Reinato, Thais Guilherme Martini

Resumo


A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) é uma neoplasia mieloproliferativa responsável por aproximadamente 15% dos novos casos diagnosticados de leucemia, e representa algo entre 30% a 60% de todas as leucemias adultas. Objetivo: Revisar a literatura atual relacionada ao diagnóstico e tratamento da LMC. Método: Foram considerados artigos publicados nos últimos 10 anos, disponíveis na base de dados PUBMED / MEDLINE. Síntese de Evidências: Em relação ao tratamento, o imatinibe continuava sendo a melhor terapia de primeira linha para a maioria dos pacientes com LMC em fase crônica, embora os médicos devam estar atentos à resistência e intolerância ao tratamento com imatinibe. Ainda, devem ser considerados possíveis efeitos tóxicos do tratamento, particularmente doenças cardiovasculares, bem como efeitos tóxicos crônicos de baixo grau que afetavam a qualidade de vida. Quanto ao diagnóstico, os métodos laboratoriais na LMC compreendem desde a coleta inicial de amostras de sangue periférico ou medula óssea para cultura celular, até a análise citogenética com preparação de lâminas para identificação de bandas G, incluindo hibridização in situ pela técnica de imunofluorescência. Sugere-se também que a avaliação do tamanho do telômero pode ser considerada uma conduta interessante para diagnóstico e manejo adequado dos pacientes com LMC. Destaca-se que uma crise blástica repentina pode ocorrer a partir de um clone blástico indetectável presente no diagnóstico inicial.

Palavras-chave


Clínica Médica; Leucemia Mieloide Crônica; Diagnóstico; Tratamento.

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